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postado por Alice03.10.2019

Madelaine Petsch fala sobre estar na Realeza de “Riverdale” Royalty e se redefinir na vida real

          

Se Cheryl Blossom estivesse listada como “boss bitch” em seu telefone, a atriz que a interpreta, Madelaine Petsch, estaria nomeada como “bestie.”

A atriz de 25 anos traz à vida a ruiva icônica do programa nas três últimas temporadas (a quarta temporada será lançada em 9 de outubro), mas quaisquer semelhanças reais entre Petsch e Cherry Bomb começam e terminam com essas mechas ruivas.

Para quem a conhece bem, Petsch tem muito mais probabilidade de exibir um sorriso brilhante e cheio de dentes do que arremessar uma frase selvagem do estilo Cheryl. E embora Cheryl possa ser o valentão que todo mundo gosta de odiar, Petsch prefere zombar de si mesma em seu canal do YouTube a provocar alguém.

É por isso que Petsch ficou tão surpresa na primeira vez que os fãs transformaram sua antipatia por Cheryl em ataques pessoais a ela.  “Quando fui intimidada online após o Teen Choice Awards de 2017 após a primeira temporada de Riverdale, fiquei muito chateada”, diz ela. “Pensei: ‘Por que as pessoas me odeiam? Eu não entendo. Estou apenas interpretando uma personagem.’”

Além disso, ela esteve interpretando por quase toda a sua vida. Antes que a maioria das crianças pudesse correr, Petsch estava atuando, dançando e cantando. “Sou uma das poucas pessoas que, quando tinha seis anos, sabia exatamente o que queria fazer”, diz ela. “Meus pais deram muito apoio. E eu realmente amei estar no palco e dar vida a diferentes personagens.”

A paixão de Petsch por atuar floresceu na adolescência e, em seguida, ela foi confrontada com uma grande decisão: ficar em sua cidade natal, Port Orchard, Washington, ou seguir seus sonhos até Los Angeles. A escolha não foi difícil.

 

Ela tinha estrelas nos olhos, sem dúvida, mas a mudança também deu a ela um espaço muito necessário do bullying que recebeu no ensino médio. “Eu cresci em uma cidade pequena”, explica ela. “E muitas pessoas zombaram de mim por ter cabelos ruivos, meus pais são sul-africanos, não fui criada religiosa, sou baseado em plantas. Eu tinha tudo contra mim, como se todas as coisas que me tornassem únicas fossem as que as pessoas usariam para me fragmentar.” Em particular, Petsch experimentou bullying cibernético. “Lembro que alguém fez uma página realmente terrível no Facebook ou MySpace sobre mim e meu melhor amigo.  Nós estávamos tão mortificados. Ouvir o que as outras pessoas dizem nas mídias sociais torna difícil revidar.”

Mas Petsch deixou sua dor para trás quando ela partiu para Hollywood. Trabalhando em três empregos para pagar seu aluguel, Petsch descreve sua vida na época como a “história típica de ator”. Ela era barista, anfitriã e assistente pessoal, passando todo o seu tempo livre em audições. Em um ponto, ela pensou em pintar suas madeixas de castanho na esperança de que isso a ajudasse a conseguir mais papéis. “Minha mãe ficou tipo ‘Por favor, não faça isso'”, diz ela. Petsch ouviu.

Finalmente, ela recebeu um telefonema para ler para David Rappaport, diretor de elenco de Riverdale. Quatro meses depois, durante sua vida como assistente pessoal, ela recebeu a ligação de que havia conseguido o emprego.  “Comecei a chorar e gritar, e minha chefe entrou”, diz ela. “Eu fiquei tipo, ‘eu consegui o papel!’ E ela ficou tipo, ‘Você se demite?’ E eu fiquei tipo ‘Me demito!’”. E com isso, Petsch partiu para Vancouver para começar a filmar a primeira temporada de Riverdale em  Setembro de 2016.

No início das filmagens, Petsch e o resto do elenco de Riverdale não tinham idéia de que o programa se tornaria um fenômeno. “Nós pensávamos: ‘Ninguém nunca vai assistir ao nosso programa'”, lembra ela. Obviamente, as pessoas assistiram ao show, MUITAS pessoas.  De repente, Petsch se viu catapultada para a fama. Toda a atenção, embora tão gratificante, também trouxe à tona sua ansiedade social. “Na verdade, acho que piorou à medida que envelheci, o que é algo em que estou trabalhando”, diz ela. “Eu tenho um ótimo terapeuta em Vancouver.” E se as coisas ficarem intensas, ela terá sua mãe na discagem rápida. “Quando estou tendo um ataque de pânico, ela me ajuda a lidar com isso, mesmo que sejam três da manhã”, diz Petsch.

 

Apesar do sucesso da série, Petsch mais uma vez teve que lidar com agressores online, especialmente aqueles que a misturam com sua personagem. Em 2017, ela iniciou seu canal no YouTube, em parte para mostrar aos fãs quem ela realmente é. Em seu vlog inaugural, intitulado “minha vida em poucas palavras”, ela divulga seu pedido do Veggie Grill (é um lote de feijões de tempura) e mostra como ela gosta de passar seu tempo no Lollapalooza (também conhecido como relaxar em uma rede, parecendo um bebê).  Originalmente, ela planejara publicar cinco ou seis vídeos, mas dois anos depois você ainda pode encontrar novos vlogs às quartas-feiras com Petsch brincando com seus colegas de elenco, interrogando seu namorado, o ator Travis Mills, ou se preparando para suas muitas obrigações da imprensa. “Quero que as pessoas conheçam Madelaine“, diz ela.  Quero que eles saibam que sou esquisita e engraçada e amo pessoas. Se eles ainda têm suposições ruins, isso é com eles, não comigo.

Ao longo dos anos, ela também permitiu que seu papel em Riverdale lhe ensinasse algumas lições pessoais. Como alguém que teve uma relação de amor e ódio com seus cabelos ruivos crescendo, interpretar a ruiva icônica a encorajou a abraçar sua cor natural. “Eu acho que Cheryl me ajudou a amar meu cabelo ruivo. Finalmente, eu e meu cabelo temos um ótimo relacionamento”, diz ela. “E quando os fãs me dizem que estão sendo intimidados, eu os lembro que as coisas pelas quais eles estão sendo intimidados agora são as que os tornam únicos. Quando você envelhece, essas coisas vão fazer você se destacar.”

Explorar os lados mais severos de Cheryl nas temporadas anteriores também ajudou Petsch a fechar o bullying que sofreu quando era mais jovem. “Eu aprendi a mentalidade das pessoas que me intimidaram muito bem porque Cheryl é uma valentona na série. Eu aprendi que as pessoas que mais tiraram sarro de mim quando criança provavelmente tinham sua própria m*rda para lidar. E assim eles estavam descontando isso em outras pessoas. E isso parte meu coração.”

A quarta temporada tem muita coisa para Cheryl quando ela se junta a Betty, Jughead, Veronica, Archie e os outras na escola. Juntas, Cheryl e Toni (ou Choni, como os fãs da série as chamam carinhosamente) parecem aceitar todos os desafios. E se a química entre as duas personagens parece real, é porque é – as duas são amigas há anos, depois de se conhecerem inicialmente em um teste de rede para Riverdale.

De acordo com Petsch, os fãs respondem totalmente a essa conexão. “Fazer parte de um casal como o Choni, é incrível como é importante“, diz Petsch. “Conheço fãs com tanta frequência que dizem que sentiram que tiveram a coragem de se assumir para seus pais ou amigos por causa da minha personagem.”

Os fãs de Choni ficarão felizes em saber que o casal está forte na nova temporada, e Petsch promete que a quarta temporada se parecerá mais com a primeira temporada. Embora comece com o que Petsch chama de “grande mistério”, há um foco maior nas relações dos personagens do que nas temporadas mais recentes.

Para Petsch, essa foi uma mudança bem-vinda. “Eu posso sentir que já estamos voltando para a primeira temporada com uma vibe onde todos nós temos cenas juntos.” Um bônus adicional de cenas de grandes grupos: passar mais tempo com suas fabulosas co-estrelas no set. “Todos nós realmente nos amamos e nos damos muito bem”, diz Petsch.

Uma coisa que está faltando na cidade desta vez é Luke Perry, que faleceu de um derrame em fevereiro de 2019 aos 52 anos. Enquanto a quarta temporada é dita ter uma homenagem especial ao ator, Petsch diz que não há palavras para descrever a perda. “Luke era meu oráculo em Riverdale”, diz ela. “Ele estava no 90210 e havia feito todo esse trabalho; então, sempre que eu tinha alguma dúvida, ele abria a porta para mim. Ele era uma alma tão amável e amorosa, e ele era tão generoso. Ele era o tipo de ator que lhe deu tudo quando trabalhou com você.” 

Petsch ainda está lidando com sua perda e se vê sentindo falta de Perry em momentos grandes e pequenos. Ela se lembra de uma vez em que ele a ajudou a lidar com comentários desagradáveis ​​da mídia sobre uma de suas roupas de tapete vermelho e como ele a acalmaria se ela fizesse uma entrevista que ela se sentisse mal. “O mais difícil para mim era que em toda Comic Con, Luke me ligava de manhã e dizia: ‘Eu tenho uma espinha, preciso que você cubra isso’. E ele vinha ao meu quarto e me fazia cobrir a sua espinha. Esta última Comic Con foi realmente difícil porque eu não recebi meu telefonema.

Petsch também diz que Perry incutiu nela tantas lições que ela levará para o futuro. “Eu aprendi com Luke a ser uma luz brilhante para as pessoas, porque você nunca sabe quem precisa, assim como eu.

 

Petsch traz otimismo a tudo o que faz nos dias de hoje, incluindo a exploração de outras oportunidades. Recentemente, ela filmou ‘Sightless’, um filme em que ela interpreta uma mulher (“não adolescente!”, ela insiste) que perde a visão e é forçada a se adaptar ao seu novo ambiente perigoso. Petsch também admite que adoraria interpretar a supervilã da DC, Poison Ivy, talvez até ao lado da Batwoman de Ruby Rose. Outra paixão da Petsch: sua linha de óculos de sol, M3, com a Privé Revaux, sua segunda vez colaborando com a marca. Petsch desenhou todos os esboços dos óculos. “Eu gosto muito de acessórios. Jóias, sapatos, bolsas… os trabalhos. Eu adoraria um dia entrar na moda”, diz ela.

Com a pausa nas filmagens, Petsch também está criando mais tempo para a arte. “Há fases da minha vida em que eu pinto por três semanas e depois desenho por um mês. Estou voltando ao piano ultimamente”, diz ela.

Outra coisa que ela está tentando: não se importar, o que ela também diz que não poderia fazer sem uma pequena ajuda de suas colegas de Riverdale. “Quando me mudei para Los Angeles, pensei que sempre tinha que me maquiar e parecer perfeita, porque e se eu encontrasse um diretor de elenco no supermercado”, diz ela. “Agora, estou com tantas mulheres empoderadas. Lembramos umas as outras para sermos divertidas e abraçarmos quem somos. Não sinto mais nenhuma pressão para perfeita nas mídias sociais. Eu estou mostrando meu verdadeiro eu o tempo todo. Estou apenas sendo eu.

             

 

postado por Alice05.08.2019

Os binários se sentem distintamente arcaicos nos dias de hoje, um meio mal equipado de categorizar – quanto mais entender – nosso mundo e as pessoas nele. Mas eu não deixaria isso me impedir de perguntar uma coisa muito importante para a Madelaine Petsch: ela se vê mais como uma seguidora de um culto ou como a líder de um culto?

Seguidora de um culto, com certeza,” Petsch me contou, sem um momento de hesitação.

Não porque eu sou uma ovelha,” ela continuou. “Eu não sou uma “maria vai com as outras”. Entretanto, eu não acho que tenho a personalidade carismática para fazer as pessoas me seguirem.

Petsch me contou isso ao fim de um longo dia juntas. Nós estávamos sentadas em um sofá atrás do estúdio de fotos onde as imagens dessa história foram capturadas; a estilista estava arrumando as prateleiras de roupas em tons de pedras preciosas; outra pessoa estava colocando par por par de saltos altos de volta nas suas caixas; outras pessoas corriam de um lado para o outro, limpando mesas, enrolando panos de cenário, guardando maquiagem e acessórios de cabelo. Nós sentamos longe da ação, mas sempre ficou claro onde estava o centro da gravidade; assim como sempre ficou claro quem era a estrela no local. Eu passei tempo suficiente conversando com Petsch para reconhecer que ela não estava sendo puramente autodepreciativa, e sim, de fato, sincera quando ela disse que não achava que tinha o que é preciso para obrigar as pessoas a segui-la. Mas eu também só tive que olhar em nossa volta para ser lembrada de quem no local era uma líder natural, e poderia facilmente acumular legiões de seguidores. E não é que Petsch poderia acumular legiões de seguidores, ela já tem: enquanto escrevo esta matéria, Petsch tem 16 milhões de seguidores no Instagram, assim como 4.6 milhões de inscritos no seu canal do YouTube, que se chama Madelaine Petsch.

Esses seguidores, ou pelo menos parte deles, vêm de cortesia do trabalho mais conhecido de Petsch atuando: seu papel como Cheryl Blossom na série extremamente conhecida, Riverdale. Cheryl não é exatamente a estrela do show; ao invés disso, Riverdale tem algumas estrelas como protagonistas: Archie e Veronica, Betty e Jughead. E mesmo assim, Cheryl se sente como o centro do show; ela dá o calor ao show. E isso se deve, em grande parte, ao vívido retrato de Petsch de uma personagem cuja vida pode estar cheia de reviravoltas, mas cuja credibilidade como pessoa real permanece intacta graças ao compromisso claro de Petsch com o papel.

Eu diria que Cheryl é uma de minhas amigas,” Petsch me contou, explicando como ela se aproxima do papel—e de todos os papéis. “É realmente lindo ser capaz de interpretar outro humano de forma verdadeira—mesmo que eles não sejam uma pessoa real.

Sua colega de elenco de Riverdale, Camila Mendes, falou comigo sobre o que faz a atuação de Petsch tão especial; ela disse, “Você não pode interpretar uma personagem como a Cheryl ‘meia-boca’, e uma das inúmeras coisas sobre Madelaine é que ela é comprometida. Ela se aquece no absurdo de seu personagem e nunca se esquiva dessa qualidade.” E, Mendes termina, “Então ela entregará esses momentos de vulnerabilidade que fazem sua personagem muito mais complexa. É isso que faz com que ela seja uma das favoritas dos fãs. Suas aparições são inesquecíveis.

Outra razão pela qual Petsch é tão amada é a relação de Cheryl com uma pessoa do mesmo sexo, com Toni Topaz (interpretada por Vanessa Morgan), o que não so fez com que o casal nas telas, vulgo Choni, ganhasse uma base de fãs imensa, mas também tornou claro para Petsch o poder de sua profissão, e sua habilidade de potencialmente mudar vidas.

A resposta que eu tive de seres humanos reais—pessoalmente—me dizendo que minha arte os permitiu se assumir para seus pais, ou ficar confortável sendo assumidos,” Petsch disse, “ foi a parte mais recompensadora de interpretar Cheryl… muitas pessoas me contam que só foram capazes de aceitar sua sexualidade por causa da minha personagem em uma série. Eu acho que nunca serei capaz de superar isso.

É uma responsabilidade que Petsch leva incrivelmente a sério; mesmo que Choni seja um casal fictício, Petsch sabe que a relação de Cheryl e Toni é uma inspiração real para inúmeros jovens, e por isso ela se negou a jogar “casa, beija ou mata” com as personagens Toni [Topaz], Betty [Cooper] e Veronica [Lodge] para que os fas não se chateassem com suas escolhas.

Isso pode soar um pouco absurdo—afinal, “casa, beija ou mata” é só um jogo, e essas personagens não são pessoas reais. Ninguém realmente pensaria que Petsch poderia matar alguma delas, certo? Bom, errado. Porque os fãs de Riverdale são intensamente dedicados, e foi essa intensidade que inspirou Petsch a criar seu canal no YouTube em primeiro lugar, para que ela pudesse mostrar ao mundo que Madelaine Petsch não é Cheryl Blossom, e Cheryl Blossom não é Madelaine Petsch. E apesar do canal de Petsch no YouTube ter sido, inicialmente, criado como uma maneira de postar vídeos que mostrassem aos seus seguidores sua personalidade diferente da de Cheryl, ele se tornou algo maior ao passo que Petsch descobriu sua afinidade não só de se comunicar com sua audiência através da plataforma, mas também de filmar e editar vídeos. 

Então, enquanto Petsch ama o que Riverdale deu a ela—”Eu acho que não tem um dia que eu estou no set que sinto que estou trabalhando… É como um playground criativo com várias pessoas que são apaixonadas pelo que fazem. É a coisa mais legal“—ela também disse que se não estivesse atuando, ela amaria trabalhar com edição, graças à alegria que ela sente editando vídeos para postar em seu canal toda quarta-feira.

E, é claro, não são apenas os vídeos que ela está construindo com sua edição, mas também a Madelaine Petsch que ela está construindo—ou melhor, é a personagem Madelaine Petsch, que é e ao mesmo tempo não é a mesma coisa que a Madelaine Petsch real.

Eu fico tipo, ‘O que é a Madelaine?‘” Petsch me disse, depois que eu a perguntei onde ela define seu limite do que compartilhar ou não com sua audiência. Petsch explicou que há certas coisas que ela nunca revela: “Minha casa. Muitas pessoas ficam tipo, ‘eu quero um tour por sua casa,’ e eu fico tipo, ‘este é o meu espaço seguro’—especialmente minha casa em Vancouver e minha casa em L.A.” Ela continuou listando coisas que são privadas demais para seu público: “Minhas amizades… minha família. Você nunca verá meus pais ou meu irmão no meu canal no YouTube.

E, Petsch disse, há algumas coisas que ela já compartilhou, mas não se sente mais confortável em compartilhar: “Minha relação [com o músico Travis Mills]. Eu costumava compartilhar muito sobre minha relação online, e agora que eu não compartilho, as pessoas supõem que não estamos mais juntos. Mas, na realidade, eu percebo que é muito mais especial e segura quando eu não compartilho muitas informações.

Ao invés de trechos de sua vida, o canal de Petsch é preenchido com vídeos do tipo engraçados e consumíveis, do tipo que estão entre a moeda mais valiosa da internet agora. Por definição, eles oferecem a ilusão de intimidade, sem a vulnerabilidade. “O que eu amo sobre o YouTube é que eu tenho todo o controle criativo,” Petsch me contou. “Não é necessariamente sobre me proteger, é que eu posso ter o controle completo da narrativa que está rolando sobre mim.

Mas, enquanto o controle da narrativa de Petsch é evidente, seria errado dizer que também não é revelador, porque—como qualquer pessoa familiar com edição sabe—as histórias são tão facilmente contadas por omissão quanto pela inclusão. E há, por necessidade, muita coisa que Petsch omite. O dia inteiro que passamos juntas, incluindo o tempo que estávamos sentadas para esta entrevista, Petsch estava sendo filmado por sua amiga, Taylor, para que ela pudesse ter material para um vídeo por trás das câmeras deste ensaio fotográfico para seu canal no YouTube. Horas e horas de material foram gravadas para o que será, inevitavelmente, um vídeo de menos de cinco minutos. E esse é apenas um exemplo; há também uma lista de coisas que Petsch me contou que mantém fora de seu canal: sua família, seus amigos, sua casa, sua relação. Então, o que sobra para incluir em seus vídeos? Basicamente, apenas ela mesma. Mas, em suas próprias palavras: “O que é a Madelaine?

Existe uma maneira pela qual esse nível de controle narrativo reconhecido por alguém que está simultaneamente dizendo que ela está oferecendo aos fãs uma visão de sua vida pode parecer insincero – particularmente quando a pessoa que ela está interessada em transmitir é conhecida por sua espontaneidade e capricho. Mas então, há outra maneira de navegar em uma indústria traiçoeira, e um reconhecimento do fato de que sempre que uma celebridade revela um aspecto de sua vida ou opinião sobre um assunto potencialmente controverso, ela é frequentemente usada como arma contra eles. Por que não se certificar de que cada palavra que você pronuncia é uma palavra que você colocou no mundo intencionalmente? Ou, como Petsch me disse explicando por que seu canal no Youtube é uma plataforma tão importante para ela, “Eu posso dizer exatamente o que eu preciso dizer”—e não há nada que qualquer pessoa possa fazer com essas palavras.

Ouvir Petsch falar sobre todas as coisas diferentes que ela precisa desconfiar me fez simpatizar com o quão exaustivo deve ser ter que interrogar constantemente aquilo que você está fazendo e dizendo, para que suas ações e palavras não sejam mal interpretadas. Eu a questionei se esse tipo de consciência nunca pesou como um fardo, já que é uma luta sem fim para não dizer a coisa errada. Mas a resposta de Petsch foi rápida e empática. “Eu preferiria estar em um lugar onde eu tenho que ser mais consciente socialmente do que um lugar que é totalmente livre e não há consequências por infligir danos físicos, emocionais ou verbais aos outros. Por exemplo, o movimento #MeToo, eu tenho certeza, é assustador para muitos homens agora, e eles provavelmente estão sendo muito mais cuidadosos com suas ações,” Petsch disse. “Mas, na realidade, eles deveriam ser. Eu me sinto muito apaixonada por isso,” ela continuou: “Quando isso [o movimento #MeToo] veio à tona, eu vi muitos homens tuitando coisas como ‘Ai Deus, como se agora nós tivéssemos que ser cuidadosos,’ ou algo do tipo. E é honestamente tipo, você sempre deveria ser cuidadoso.

Petsch se revela como alguém que sempre é cuidadoso, e ainda assim, essa vigilância não vem do medo, mas sim de um senso de responsabilidade. Petsch me contou, “eu estou feliz que nós estamos em um local onde todos somos conscientes de nossas ações, e nós somos mais cuidadosos, porque nós deveríamos ser mais respeitosos com as pessoas. E isso é óbvio para mim… Eu estou, na verdade, muito orgulhosa e honrada de fazer parte de uma geração que está chamando a atenção sobre as m*rdas das pessoas.” Ela pausou, e então disse: “Eu não sei se eu posso falar palavrões [na entrevista], mas tanto faz.”

O início do movimento #MeToo foi um tempo fundamental para Petsch. Foi no fim de 2017, e Riverdale tinha acabado de ter a estreia de sua segunda temporada; ela estava em uma nova altura de sua visibilidade pública, e faria sentido não querer atrair atenção para si mesma ao não entrar na conversa. Mas, isso não foi o que Petsch fez. Ao invés disso, com um tuíte, ela expressou sua solidariedade à todas as pessoas que passaram por algum tipo de violência sexual. “Eu me juntei ao movimento #MeToo. Eu acho que o que as pessoas não entendem é que o #MeToo não se relaciona necessariamente só com a indústria, ele se relaciona com qualquer tipo de assédio sexual,” ela me contou. “O movimento #MeToo foi imenso e incrivelmente empoderador para que as mulheres pudessem se levantar e ficar tipo, ‘isso também aconteceu comigo.’ Ele conectou esse grupo todo de mulheres do mundo inteiro de uma maneira linda. Quero dizer, é triste o que aconteceu, mas, ao mesmo tempo, é tipo, o fato de que nos juntamos é incrível.

Há uma dicotomia interessante que existe em grande parte do espaço online agora, e que certamente existe no próprio canto da internet construído por Petsch; ou seja, enquanto algumas coisas aparentemente inócuas – como amizades, família, etc. – são consideradas proibidas para consumo público, outras coisas que são consideradas tabus – como assédio sexual – se tornaram mais públicas do que nunca. Pode parecer contra-intuitivo, talvez, perceber que os limites pessoais de uma pessoa não abrangem coisas que eram consideradas privadas por muito tempo, mas engajar-se nessa área de desconforto é precisamente como as conversas importantes são iniciadas e o progresso é alcançado. Esse é o motivo por que Petsch também fala muito sobre ir à terapia, e como a terapia a ajudou com sua ansiedade e ataques de pânico. “Fale sobre seus estigmas, cara,” Petsch disse, enquanto nós conversávamos sobre o que a fez procurar terapia. “Quero dizer, eu nem sabia o que era, mas eu costumava ter ataques de pânico horríveis antes de conseguir meu papel em Riverdale. Então, eu comecei a desenvolver uma ansiedade social muito ruim, e eu só consegui descobrir o que essas coisas são e trabalhar através delas [com a terapia].” Ela continuou, “Eu não estou dizendo que tive um grande progresso, mas ser capaz de entender e identificar os problemas é o primeiro passo. Eu só poderia ter feito isso com a terapia. Então eu entendo que talvez algumas pessoas pensem que há algum tabu ao redor da terapia, mas, tipo, você fala com a sua mãe, com seus amigos—é a mesma coisa.” E, da mesma maneira que Petsch mencionou que ser parte de uma comunidade era um aspecto importante para o movimento #MeToo, ela notou que há algo similar com o bem-estar da mente. Ela disse, “saúde mental é incrivelmente importante para mim, e eu estou muito feliz de fazer parte de um grupo de mulheres com o elenco [de Riverdale] onde todas falam abertamente sobre isso. Se eu estou tendo um dia ruim e sentindo minha ansiedade me atravessando, eu ligarei para Cami [Mendes], e irei à sua casa, e nós comeremos damascos secos e falaremos sobre meus problemas até que eu esteja melhor.” E mesmo que a comunidade de Petsch possa consistir de milhões de seguidores, e mais imediatamente de seus colegas de Riverdale, a lição que ela está transmitindo ao compartilhar o poder da comunidade é universal: lembre-se de que você não está sozinho; lembre-se de que ninguém é perfeito e você também não precisa ser.

Essa última parte é algo que Petsch lutou por algum tempo, ela disse, até ela entender que a arte—e a vida—são, inerentemente, são bagunçadas. Ela me disse, “Eu não acho que perfeccionismo e arte podem estar na mesma frase, mas eu não sabia disso quando comecei… Não necessariamente com Cheryl, mas mais com Madelaine como pessoa—tipo, minha vida tinha que ser perfeita. Mas eu percebi que ninguém tem uma vida perfeita. Minha vida certamente não está nem um pouco perto disso. Não existe arte e artista perfeitos.

 

Tradução e adaptação: Madelaine Petsch Brasil. 

postado por Alice18.07.2019

Madelaine Petsch é a capa da edição de agosto da revista ‘Seventeen Mexico’. A atriz concedeu uma entrevista exclusiva à revista contando um pouco sobre Riverdale. Confira a entrevista traduzida:

Você já sabe que a famosa série Riverdale, baseada nos quadrinhos ‘Archie Comics’, já vai para a sua quarta temporada e, por isso, não poderíamos deixar de falar com uma de suas protagonistas: Madelaine Petsch. Assim como sua personagem, Cheryl, ela também é segura de si mesma e não tem medo de dizer o que pensa. Nesta entrevista exclusiva, Madelaine nos contou sobre o outro lado de Cheryl e sobre sua paixão por atuar.

Amamos sua personagem em Riverdale, mas queremos te conhecer um pouco mais. Conte-nos primeiro um pouco da sua experiência de ter nascido nos Estados Unidos, crescido na África do Sul e voltar a Los Angeles para seguir seus sonhos.

Nasci em Washington, nos Estados Unidos, mas meus pais são da África do Sul e era muito importante para eles que eu entendesse minhas raízes e soubesse sobre a minha cultura; dessa forma, voltamos para a África do Sul e vivemos lá por algum tempo quando eu era pequena. Fico muito feliz que eles tenham tomado essa decisão, porque agora consigo entender perfeitamente a conexão que eu tenho com o país, com a cultura e com o resto da minha família. Depois voltei aos Estados Unidos e me mudei para Los Angeles.

Você se lembra de qual era seu maior sonho quando tinha 17 anos?

Meu maior sonho era ser capaz de criar minha arte (atuação).

Como foram as audições para se juntar ao elenco de Riverdale?

Bom, eu fiz audição para outra série, Legends of Tomorrow, mas, casualmente, o diretor das audições dessa série também estava procurando pessoas para interpretar os personagens de Riverdale. Quando cheguei, me disseram que estavam justamente fazendo um piloto (primeiro episódio) e queriam que eu fizesse audição para esse piloto e não para a série que eu fui originalmente para as audições. Depois dessa audição, recebi uma chamada do meu agente dizendo que queriam que eu fizesse audição para o papel de ‘Betty’ em Riverdale. Na verdade não me queriam para esse papel, só queriam me conhecer. Depois disso, esperei por volta de 4 meses até receber uma ligação dizendo que me queriam no papel de Cheryl Blossom. A partir desse momento, todos me disseram que esse era o meu papel e que eu tinha que convencer todos disso. Foi uma grande experiência!

O que você tem em comum com Cheryl Blossom?

Não muito. Uma das coisas que mais nos ajuda a nos relacionar com ela, é a situação de estar confusa consigo mesma ou não saber o seu propósito. Ela se encontra na mesma situação.

Como é a sua relação com o elenco fora do set?

Somos todos melhores amigos. Realmente nos amamos. Me sinto muito sortuda de trabalhar com pessoas tão boas para mim. Somos muito próximos.

É difícil interpretar a ‘vilã’ e ser ‘grosseira’ com seus amigos enquanto estão gravando?

Na verdade não, porque estou atuando. Na realidade, quem é má com eles é Cheryl, não eu. Quando é assim, estou falando com Veronica e Betty, não com Camila e Lili. E na realidade, Cheryl não é má, ela simplesmente está passando por muitíssimas coisas e está enfrentando situações difíceis, como sua sexualidade ou seus pais. Na realidade há muito mais por trás disso.

O que veremos de diferente na Cheryl durante a quarta temporada?

Não posso dizer muito, mas em geral acho que essa será a temporada favorita de todos.

Sua experiência na escola é parecida com a experiência que você vive nas gravações da série?

Não, ai meu Deus, nem um pouco. Eu estudei em uma escola de arte, então não havia uma equipe de líderes de torcida ou de futebol, foi muito diferente.

Hoje em dia, a representação positiva da comunidade LGBT é necessária. Como você se sente de ter o poder de criar uma sociedade mais inclusiva através da série e da sua personagem em suas mãos?

Acredito que é algo realmente lindo e poderoso. Me sinto muito honrada e sortuda de poder levar essa representação positiva à televisão. Etanto a Vanessa [Morgan] como eu temos essa responsabilidade de atuar o mais natural possível e refletindo na sociedade. Dessa forma, nós frequentemente conversamos com os criadores e escritores sobre a importância de fazer com que tudo seja real. Buscamos igualdade nas telas e é por isso que estamos lutando. É incrível o quanto isso é importante tanto pra mim quanto pra Vanessa. Também me admira o quanto os fãs nos apoiam e aceitam.

O que você mais gosta na Cheryl e Toni como um casal?

Acredito que o mais bonito de ‘Choni’ é que a Toni conhece o lado vulnerável de Cheryl. No começo, assistíamos a uma Cheryl dura e forte, até que ela conhece Toni e se abre por completo.

Qual é a razão de ter começado sua vida vegana? Foi difícil se adaptar?

Prefiro que mencione como uma ‘dieta à base de plantas’. Meus pais me educaram dessa maneira, não foi muito a minha decisão. Estou feliz que eles tenham feito isso porque me sinto mais saudável e contente, já que os animais e o meio ambiente são muito importantes para mim. Como meus pais me educaram assim, não tive muito trabalho em me adaptar a esse estilo de vida.

O que você pensa sobre ser um modelo a seguir para muitas adolescentes ao redor do mundo?

É uma das coisas mais importantes do meu trabalho! Por exemplo, falando sobre a representação dentro da comunidade LGBTQI, uma das coisas mais incríveis que aconteceram comigo é conhecer fãs que se inspiram em mim e me contam que se assumiram e que se sentem bem consigo mesmos graças à Cheryl e à Toni. É incrível que você possa afetar a vida de uma pessoa de uma maneira tão positiva. Isso me admira no meu trabalho. Me admira pensar que a minha arte possa mudar a vida das pessoas e que as pessoas se identifiquem tanto.

Como foi que você começou o seu canal no Youtube?

A razão pela qual eu comecei foi porque, infelizmente, muitos dos espectadores de Riverdale acreditavam que eu era a Cheryl, quando na realidade não é assim, eu sou a Madelaine. Eu queria mudar essa percepção das pessoas sobre mim e queria que me conhecessem como Madelaine, não como Cheryl.

De onde vêm suas ideias e inspirações para seus vídeos?

Não sei, de vários lugares. Vejo vídeos ou algumas pessoas me sugerem temas.

Como você administra seus comentários nas redes sociais, tanto os positivos quanto os negativos, de milhões de seguidores?

Tenho pessoas maravilhosas ao meu redor e procuro focar nisso. Por exemplo, não tenho o aplicativo do Twitter em meu celular porque acredito que é a rede social onde vemos mais ódio. Se preciso tuitar algo, peço para que alguém o faça por mim.

Seu cabelo é naturalmente ruivo e você nunca o pintou. Você tem algum cuidado secreto? 

Acho que minha mãe me mataria se eu o pintasse. Faço coisas normais, eu o lavo e quando sinto que está ressecado, eu o hidrato. Nada fora do normal.

Quais são seus planos para o futuro?

Eu acabei de filmar um filme que estreará em 2020. Tenho alguns outros projetos que estou muito ansiosa para que vocês vejam.

Tem alguma coisa que você queira dizer para os seus fãs do México e da América Latina?

Sim, que os amo. Muito obrigada por seu apoio, vocês são os melhores!

Tradução e adaptação: Madelaine Petsch Brasil. 

postado por Ana Brugge25.06.2019

Madelaine Petsch é uma tomadora de risco!

A atriz de Riverdale de 24 anos, discutiu a possibilidade de se transformar em um ícone de moda durante uma recente entrevista com o The Hollywood Reporter.

“Quando começamos a gravar a série, as figurinistas (Rebekka Sorensen-Kjelstrup e Hala Bahmet) me ligaram e perguntaram: “Ei, de que cores você não gosta em você?” e eu disse: “Estou com medo de usar vermelho”. Foi então que elas me disseram que as roupas vermelhas foram realmente escritas no enredo de Cheryl, que elas eram uma grande parte do meu personagem. É claro que eu fiquei tipo ‘Ok, sim, então vermelho é minha cor favorita!’. O engraçado é que agora é mesmo. Cheryl me ensinou como assumir mais riscos com a cor e como ser destemido com meu próprio estilo.”

A falta de coragem de Madelaine com a moda chamou a atenção do fundador da Prive Revaux, David Schottenstein, que contratou a atriz para ajudar a projetar duas coleções de cápsulas para a marca de óculos.

“É um caso raro no meu mundo, além do meu canal no YouTube, onde posso ser apenas Madelaine”, disse ela sobre seu trabalho com Prive Revaux. “Depois de passar tanto tempo nisso, parece muito pessoal. Esta coleção é uma espécie de extensão de mim mesma”.

 

Sua última linha, M3 Prive Revaux x Madelaine é vendida por US$ 39.95 por par e foi lançada no sábado (22 de junho) no Dillard’s em Houston, Texas.

 

Tradução e adaptação: Madelaine Petsch Brasil. 

 

 

 

 

postado por Ana Brugge20.05.2019

A ordem Sweetgreen de Madelaine Petsch é a primeira coisa que aprendi sobre ela: couve e rúcula com cebolas vermelhas, cenouras, pepinos, maçãs, limão e azeite de oliva. Eu sei disso porque as 8 da manhã do dia em que devo entrevistá-la, sou enviada para compra-lo. A salada não é para qualquer um, é para Cheryl Blossom, ou a mulher que a interpreta em Riverdale, o drama teen da CW baseado nos personagens da Archie Comics. Cheryl é aquela garota do ensino médio que, só por diversão, torna quase impossível a vida de todos – a mesma garota que te enviaria em busca de uma salada impossível.

Petsch não é Cheryl Blossom, obviamente. Eu reviso minhas anotações em meu telefone enquanto as corro de Uber pela Pacific Coast Highway rumo ao local das filmagens que acompanharão esse perfil: Petsch é uma atriz de 24 anos de Portland Orchard, Washington. Ela estava trabalhando como barista, garçonete e assistente até conseguir entrar para Riverdale, que foi seu primeiro grande papel na TV. Ela disse uma vez que conseguiu o papel depois de 247 audições e rejeições.

As filmagens estão acontecendo em um complexo hippie tardio nas colinas de Topanga Canyon, e eu já posso ver as chamas do cabelo de Petsch através da janela da tenda onde ela está se arrumando. Você não pode falar sobre Madelaine Petsch sem falar sobre o cabelo dela. É naturalmente ruivo – quase um vermelho – e quando entro na tenda, Petsch decidiu que quer mais. As extensões são aplicadas enquanto ela as escolhe. Primeiro ela vai usar um poderoso terno floral por Veronica Beard. Em seguida, ela quer colocar o terno Zimermann de linho vermelho com os óculos de sol da sua própria linha, e então o vestido floral lilás Altuzarra.  Ela é uma estrela há apenas dois anos, mas nesse período ela adquiriu mais de 14 milhões de seguidores no Instagram e 4 milhões em seu canal no YouTube, e de maneiras importantes, ela já é uma pessoa diferente. “Eu me separo da Madelaine, que trabalhava como assistente de um fotógrafo para a Madelaine, que agora é financeiramente independente” diz a atriz.

De certa forma, tem sido uma transição fácil para Madelaine. Parece que ela nasceu pronta para isso – as câmeras, as roupas, os fãs. O tempo de inatividade não é algo que a atriz gosta, “Eu não sei porque, por natureza, adoro estar ocupada, mesmo quando criança. Eu ia para a escola, depois voltava e ia direto para aula de dança, comia, fazia o dever de casa e ia para cama e depois fazia tudo de volta.” Com intervalos mais curtos no set, ela pega seu tripé para fazer novos conteúdos para o YouTube e, assim que o fotógrafo está filmando novamente, ela se move pelo espaço graciosamente.

Depois daquela difícil audição no final de 2015, Petsch estava sendo levada para Vancouver para filmar o piloto da série. Quando o show foi ao ar em uma paisagem de entretenimento já mais do que um pouco obcecado com adaptações de quadrinhos como a Marvel, foi um grande sucesso. “Nós fomos ao ar no final de janeiro depois em julho fomos para a Comic Con. Eu nunca estive em um lugar onde havia tantos fãs assim, e então quando as pessoas gritaram nossos nomes e o nosso painel estava esgotado, eu estava tipo ‘Caramba’.” 

No caso de Madelaine, a atenção foi ainda mais intensa: sua personagem complicada atraiu qualquer um que já tenha sido diferente, Cheryl se apaixonou por sua colega de classe Toni Topaz (protagonizada pela melhor amiga da atriz, Vanessa Morgan), garantindo o desmaio coletivo de todo espectador LGBT que já havia visto o show. Ao longo da série, Cheryl lida com uma variedade de dificuldades: a morte de seu irmão, um relacionamento desmoralizante e tóxico com sua mãe que é um poco de homofobia internalizada que desmente um ódio profundo à própria pessoa. “Cheryl é uma personagem muito desafiadora para se fazer. [Ela] se odeia porque não está aberta com quem ela é” diz Petsch. Isso, acredite ou não, ela se relaciona. “Eu era uma garota solitária de 15 anos que não tinha ideia de quem era”. 

A personagem de Madelaine também lhe ensinou algo importante: “Quando as pessoas mostram ódio pelas outras, normalmente elas não gostam de quem elas são.” 

Quando Cheryl finalmente se declara por Toni, a relação – que os fãs chamam de “Choni” – a leva trabalhar através da homofobia internalizada que muitas vezes é parte das histórias de amor LGBT na vida real. Foi também a chave para os fãs poderem se relacionar com ela. “Eu sinto que durante toda a primeira temporada, ninguém realmente a entendeu”, diz ela. “O fato dela estar apaixonada permitiu que outras pessoas a entendessem, mas também que ela aprendesse sobre si mesma.”  Madelaine e Vanessa Morgan, que se conheceram em um teste para a série, são muito próximas na vida real.  “Vanessa tem sido minha melhor amiga por tanto tempo, temos uma química natural”. Através do seu relacionamento, inter-racial e LGBT, a fonte de autovalor de Cheryl muda de colocar os outros para baixo para possuir sua identidade. “Eu amo que ela esteja apaixonada”, diz a atriz.

Madelaine está ciente de que isso não é apenas uma história de amor. Representação é uma grande parte da missão de Riverdale. Com essa realidade vem a responsabilidade, “Ver dois adolescentes em um relacionamento [LGBTQ] na televisão está se tornando mais normal, mas quando eu era criança, não consigo pensar em um. Para mim, é realmente ótimo que eles tenham a capacidade de ver a representação abertamente na televisão, e que haja pessoas por aí que os apoiam. Especialmente  porque menos da metade da geração Z se identifica como ‘exclusivamente heterossexual’.”– num clima político que tem conscientemente apoiado medidas anti-LBGTQ – a representação positiva do mesmo é ainda mais necessário. Cheryl levou Petsch a pensar muito sobre a família também – especificamente, o papel que os pais desempenham em sua trajetória e influenciam o quanto você se sente confortável consigo mesmo. “Eu tive um ambiente familiar muito amável e de apoio. Eu tenho pais maravilhosos, e eles me levaram para aulas de dança todos os dias depois da escola, me colocaram no teatro”, lembra ela. “Um mundo tão criativamente realizado e tão aberto para ser o que eu quisesse.”

Cheryl, não tinha isso, e isso acontece em todas as áreas de sua vida. “A mãe dela, até hoje, nunca realmente a aceitou, especialmente sua sexualidade, e eu quero que as pessoas entendam que, se elas tem a sorte de ter uma família que as apoia e as amam, para realmente apreciar.”

Para Madelaine, uma parte interessante do relacionamento de Choni é como ela irá resistir aos desafios típicos do ensino médio. Uma teoria popular dos fãs é que Heather, o primeiro amor de Cheryl, irá voltar. “Eu quero que isso aconteça”, diz Petsch. “Acho que criaria uma dinâmica interessante para as duas.” Ela ainda diz que Choni, como todas as relações profundas e significativas, terá que aprender a se comunicar com maturidade, especialmente à medida que elas se apaixonam ainda mais. Quando eu pergunto em voz alta se Cheryl terá que superar Toni, Petsch apenas diz: “Acho que esse será o maior obstáculo delas, o ciúme de Cheryl”.

Agora que as filmagens da terceira temporada terminaram, Madelaine não precisa mais pensar em sua personagem pelo menos por um tempinho. Exceto que Riverdale permeou quase todas as áreas de sua vida. Ela passa muito tempo se comunicando com os fãs nas mídias sociais, e com seus colegas de elenco. A história que o elenco de Riverdale são todos amigos é o que vários publicistas insistem, mas Petsch me garante que é absolutamente 100% verdade. “Na verdade, somos melhores amigos”, diz ela. “Todos eles sabem tudo sobre mim.” Eles, de fato tem um grupo de mensagem chamado “Berlanti’s Angels”, batizado em homenagem ao produtor executivo da série Greg Berlanti. “Todos estarão no meu casamento”, acrescenta ela.

Então, o que vem a seguir? Eu pergunto, casualmente, quando nos sentamos para falar. “Eu sei que as artes são onde eu preciso estar para o resto da minha vida”, diz Madelaine. Ela leva seu papel a sério, mas também quer ser conhecida por mais do que isso. “Eu amo a Cheryl, estou muito animada por continuar a interpretá-la, é muito legal estarmos na quarta temporada, mas também estou animada para fazer outras coisas e para as pessoas me verem em diferentes luzes.”

Por exemplo, ela adora fazer vídeos em seu canal do YouTube. “Eu gosto do YouTube porque é uma plataforma para eu ser apenas eu mesma, e as pessoas realmente apoiam isso, o que eu nunca pensei que fosse acontecer.” diz ela. “Eu achava que as pessoas apoiariam a Madelaine como atriz sendo outras pessoas, mas as pessoas apoiam Madelaine como Madelaine, o que é incrível.”

Ela diz que seu plano para os próximos meses é “Entrar em uma boa rotina de exercícios, comer muito saudável, beber meu suco de aipo, estar em Los Angeles e [praticar] um pouco de autocuidado antes da quarta temporada”, o que soa muito básico e muito descontraído para a Madelaine que eu conheço. Então Madelaine pega sua salada não consumida e caminha para o sol.

Fotógrafo: Eric Ray Davidson

Estilista: James Worthington DeMolet

Cabelo: Marc Mena para artistas exclusivos

Maquiagem: Elie Maalouf usando cosméticos NARS @ TMG-LA

Editor de vídeos: Ben Hype

ENSAIOS FOTOGRÁFICOS – PHOTOSHOOTS > 2019 > ELITE DAILY

 

Tradução e adaptação: Madelaine Petsch Brasil.